"A sexualidade"

A sexualidade é sempre um tema complicado de se abordar com os mais novos, devido à sua (imaginária) complexidade. Muitos são os jovens que, hoje em dia ainda se sentem complexados quando se aborda este tema e, o objectivo das Escolas tem sido, cada vez mais, fazer com que este, seja um tema claro e, que as dúvidas deixem mesmo de existir, ou no máximo, que se minimizem a "olhos vistos". As crianças precisam desta forma, de serem preparadas para a realidade e, cada vez mais o papel da Escola é importante em cada passo das crianças, uma vez que é nela que passam grande parte do seu tempo. Os Pais, como educadores, já são os que menos tempo passam com os filhos, por isso torna-se importante ênfatizar o papel importante que a Escola tem no desenvolvimento da criança.

Em Portugal, o tema da "sexualidade" tem percorrido as várias regiões, de forma a clarificar todas as incógnitas de cada um, para que no futuro, não hajam surpresas e, para que as situações e os momentos ligados a este tema, sejam vistos e resolvidos sempre da melhor maneira. Desta forma, e sendo os espectadores bem jovens (alunos do ensino básico e secundário), nada melhor do que os cativar, antes de os ensinar, ou por outras palavras, usufruir de momentos agradáveis para ensinar. E é aqui que o "Teatro do Oprimido" entra em acção: Um grupo de actores, simpáticos e dinâmicos, que se juntam com um único objectivo, apelar o conhecimento na área da sexualidade a todos os jovens, de uma forma diferente e cativante, em pequenas peças teatrais (sketchs).

Tendo sido eu, uma espectadora do resultado deste projecto, formei a minha própria opinião àcerca do mesmo: Penso que é uma boa forma de intervenção nas Escolas, diferente e bastante apelativa. O facto dos actores criarem interação com os alunos/espectadores, além de ser cativante, é bastante eficaz pois fá-los ultrapassar uma barreira que poderá existir, de vergonha ou até dificuldade de expressão. Penso que os sketchs que foram representados na aula foram bastante ricos e a ideia de poder "mudar o rumo" à história faz mesmo com que os alunos estejam ligados no conteúdo, reflictam o que eles próprios fariam naquela situação e até proporcionar algumas questões ligadas ao tema.