Reflexão dos Sketchs visualizados na aula de Psicologia

(30 de Setembro de 2010)

 

A representação é uma forma agradável de fazer os alunos pensarem e reflectirem nas diversas situações do dia-a-dia, as quais acabam muitas vezes por nos passar despercebidas, visto não se encontrarem directamente ligadas ao nosso quotidiano.

Neste caso os temas propostos foram a promoção para a saúde/nutrição e actividade física. Desta forma, os alunos foram divididos em grupos e idealizaram um sketch alusivo a um subtema que encaixasse num destes dois temas.

O objectivo desta actividade passa por mostrar a importância da concordância destes temas aos estudantes do 2º e 3º ciclo, a partir de diversos subtemas tais como: o sedentarismo, a vergonha e a preguiça, a má alimentação com a consequente obesidade, aumento do colesterol e/ou mesmo a diabetes.

Como não compareci à aula anterior, não fiz parte de nenhum grupo de ensaio, no entanto estive presente na aula prática e consegui tirar alguns pontos positivos das várias “peças”, os quais motivariam os estudantes para a prática desportiva e/ou para os cuidados alimentares de forma a não terem problemas de saúde.

A maioria dos grupos abordou o tema, atendendo à obesidade e à dificuldade de inclusão dos mais “gordinhos” nos seios das Escolas. Sendo este um dos maiores problemas no seio dos alunos no recreio das Escolas, sou apologista de abordar este tema. Achei interessante a forma como o Grupo 1 o abordou, utilizando a figura mítica do anjo e do diabo. Penso que é desta forma que os actores conseguirão “tocar” a consciência dos alunos, fazendo-os pensar e repensar nos seus actos menos bons. O tema do Grupo 3 fugiu à regra dos demais e conseguiu destacar-se embora o ensaio não tenha sido muito cativante: Retratou a importância da regularidade da actividade física com o fim de um dia mais tarde nos sentirmos uns idosos mais dinâmicos e capazes a nível motor e mesmo a nível intelectual. Outro dos temas abordados (Grupo 7) foi a vergonha do próprio corpo, o que ao longo dos tempos tem vindo a crescer nas faixas etárias mais jovens. Alguns grupos optaram por mostrar a resolução da problemática da situação e outros deixaram à deriva com a finalidade de pôr, numa situação real, os estudantes a pensarem e a colocarem-se mais no lugar do actor.

Pessoalmente não achei muito correcta a forma como o Grupo 9 abordou o tema, uma vez que a professora de educação física não deveria, pelo menos à frente da restante turma, julgar o ambiente que poderá existir em casa de um aluno que porventura já se sente diferente no seio do grupo, mas sim, conversar com ele pessoalmente e fazer com que percebesse a gravidade do problema de uma forma amigável e mais subtil.

Em contrapartida, os Grupos 4, 5 e 8 representaram muito bem o tema, motivando a plateia com os pequenos sketchs que ensaiaram. Em suma, foram pequenas peças, alusivas aos temas propostos tais como as outras mas bastante mais cativantes e eficazes.